Biblia vs. Ciência

Bem! Esta temática tem muito por onde se lhe pegar. Se lermos a Bíblia com atenção vamos reparar que nela, metaforicamente, estão inscritas revelações científicas, por exemplo, os 6 dias da Criação. O tempo varia ao longo do Universo, isto é, quando se aprxima de um ponto gravitacional o tempo acelera, ou seja, quanto mais perto do Sol estivermos mais rapido passa o tempo e, se repararmos, a duração de um ano em Mercúrio é de apenas aproximadamente de 80 dias terrestres (se não estou em erro, que agradeço a correção caso se verifique). Se transpormos essa relação, os 6 dias da Criação vai dar aproximadamente os 15 mil milhões de anos em que aconteceu o Big Bang. E na Bíblia fala que o Universo apareceu do nada e se foi expandindo, tal teoria é defendida na teoria do Big Bang.

Uma das teorias fortemente defendidaspor fisicos é a ocorrência de sussecivos Big Bang’s e Big Crunch’s (que é nada mais nada menos que o Big Bang ao contrário) e se repararmos toda a matéria que sobe, cai! A grvidade acaba por vencer a força de lançamento do projectil, acabando este por cair. Assim acontecerá com o Universo que neste momento se encontra em expansão (provocada pela explosão inicial, o Big Bang) e quando a força da gravidade vencer a força de expansão originada na explosão inicial, o Universo encolherá, o Big Crunch! Muitos fisicos defendem a existência de multiplos Big Bang’s e Big Crunch’s, ou seja, vários unisversos existiram antes do nosso e vários haverã depois do nosso! O que explica a teoria da reencarnação, a teoria dos universos paralelos, etc. A Bíblia tem dados escondidos que agora com o avanço da ciência se estão a comprovar.

O Big Bang e o Big Crunch, O alfa e o omega, yang e o yung, o Nemesis e o Apocalipse!
Agora o que está em causa é se o Deus da Bíblia existe? É claro que não existe, esse Deus como Ala ou o Tao ou outro qualquer é fruto da imaginação do ser humano, é uma personificação. O que realmente é de admirar é como os antepassados que escreveram a Bíblia o fizeram sem instrumentos/conhecimentos científicos dos quais dispomos hoje!
Mas é provavel que exista uma entidade superior, a qual não temos conhecimento, que possa ter criado o Universo dentro do pequeníssimo limite necessário para haver vida, pois já está cientificamente provado que no momento que ocorreu o Big Bang se fosse libertada uma quantidade de energia minimamente superior, o universo tinha-se dispersado com tal velocidade não possibilitando a formação de galáxias. Ora sem galáxias não haveria sistema solar, sem sistema solar não haveria Terra, sem a Terra não haveria vida!
Teria sido uma enorme coincidência? Ou será que estamos todos atrás da mesma causa? Será que o nosso objectivo é defender a continuidade da vida (inteligente)? Será que deveremos construir uma fórmula capaz de produzir outro universo dentro dos parametros necessários à existência de vida? Será que o “faça-se luz” foi a vida existente no universo anterior foi dita pelos seres (vivos) desse tal universo anterior? Será que somos nós que vamos criar Deus? Será que somos nós que vamos criar vida? Será que nós somos Deus?
Aconselho vivamente a ler o livro ‘A Fórmula de Deus’ de José Rodrigues dos Santos!


A Fisiologia Da Paixão

O sistema límbico discrimina e selecciona os estímulos, reconhecendo os sinais de satisfação e inibindo o comportamento sexual.
A nossa sexualidade apresenta-se não apenas ao nível dos estímulos (visuais,fantasias ,etc) , como também na participação muito importante da emoção e sobretudo na aprendizagem. Algumas partes do nosso cérebro relacionam o ambiente e a cultura às nossas respostas sexuais. O resultado pode ter maior ou menor eficácia dando aos parceiros, maior ou menor prazer.
Razão, fantasia, emoção e aprendizagem se misturam em nosso cérebro dando respostas curiosas no dia a dia sexual do ser humano.
Os neurotransmissores cumprem uma função indispensável na ativação do impulso sexual, como por exemplo, quando as carícias e beijos levam a lubrificação vaginal e à ereção peniana.
Os cientistas conhecem a feniletilamina (um dos mais simples neurotransmissores) há cerca de 100 anos, mas só recentemente começaram a associá-la à paixão. Ela é uma molécula natural semelhante à anfetamina e suspeita-se que a sua produção no cérebro possa ser desencadeada por eventos tão simples como uma troca de olhares ou um aperto de mãos.
O “affair” da feniletilamina com a paixão teve início com uma teoria proposta pelos médicos Donald F. Klein e Michael Lebowitz, do Instituto Psiquiátrico Estadual de Nova Iorque. Eles sugeriram que o cérebro de uma pessoa apaixonada continha grandes quantidades de feniletilamina, e que esta substância poderia responder, em grande parte, pelas sensacções e modificações fisiológicas que experimentamos quando estamos apaixonados.
OS SENTIDOS E A PAIXÃO
VISÃO

A visão é, provavelmente, a fonte de estimulação sexual mais importante que existe.
No homem, existem numerosos estímulos visuais envolvidos na atracção sexual, que vão muito além da visão dos genitais do sexo oposto. A forma de mover-se, um olhar, um gesto, inclusive a forma de vestir-se, são estímulos que, enquanto potencializam a capacidade de imaginação do ser humano, podem resultar mais atraentes que a contemplação pura e simples de um corpo nu.
Segundo o neurobiólogo James Old, o amor entra pelos olhos.
AUDIÇÃO

No homem, a aparição da linguagem representa um passo muito mais avançado como meio de solicitação sexual. Em praticamente todas as sociedades humanas, o uso de frases e canções amorosas constitui um dos preliminares mais habituais. Libertado o cérebro da carga social, uma frase erótica, sussurrada ao ouvido, pode resultar tão incitadora quanto um bramido de elefante na imensidão da selva.
De acordo com investigações do Krasnow Institute for Advanced Study of George Mason University, não só as primeiras palavras, mas também os tons de voz deverão responder aos padrões de saúde e genética desejados na escolha do(a) parceiro(a).
TACTO:
A pele com a qual amamos!
A superfície do corpo humano, com aproximadamente dois metros quadrados de extensão é, poderíamos dizer, o maior órgão sexual do homem. Mais do que simplesmente um dos sentidos, o tacto é a resultante de muitos ingredientes: sensibilidades superficiais (epidérmicas e dérmicas), profundas – como a proprioceptiva, ligada ao movimento -, vontade de explorar e actividade motora, emoções, memória, imaginação.
Existem cerca de cinco milhões de receptores do tacto na pele – as pontas dos dedos tem uns 3.000 que enviam impulsos nervosos ao cérebro através da medula. O tacto é provavelmente o mais primitivo dos sentidos. É a mais elementar, talvez a mais predominante experiência do ser humano, mesmo naquele que ainda não chegou a nascer. O bebé explora o mundo pelo tacto. Assim, descobre onde termina seu corpo e onde começa o mundo exterior. Esse sentido é seu primeiro guia.

Imagem: BEAR, M.F., CONNORS, B.W. & PARADISO, M.A. Neurociências – Desvendando o Sistema Nervoso. Porto Alegre 2ª ed, Artmed Editora, 2002.
O sentido do tacto proporciona um contato imediato com os objetos percebidos e, na relação humana, é uma experiência inevitavelmente recíproca: pele contra pele provoca imediatamente um nível de conhecimento mútuo. Na relação com o outro, não é possível experimentá-la.

Imagem: BEAR, M.F., CONNORS, B.W. & PARADISO, M.A. Neurociências – Desvendando o Sistema Nervoso. Porto Alegre 2ª ed, Artmed Editora, 2002.
Encontramos homens com problemas sexuais que não beijam, não abraçam e nem acariciam sua parceira. Para quê? Pensam eles. Este modelo de comportamento impede que muitos casais desfrutem do prazer que pode proporcionar o simples facto de dar e receber carícias.
A estimulação táctil é uma necessidade básica, tão importante para o desenvolvimento como os alimentos, as roupas, etc.. O contacto físico é a forma de comunicação mais íntima e intensa dos seres humanos, segundo alguns estudos, até os mais insignificantes contactos físicos têm notáveis efeitos.
Nós realmente “sentimos com o olho da mente” – Uma região do cérebro envolvida no processamento do sentido da visão é também necessária para o sentido do tacto. Resultados da Universidade de Emory, que confirmam o papel do córtex visual na percepção táctil (toque), foram publicados na edição da revista Nature de 06/10/1999.
As conclusões do estudo são relevantes para o entendimento de não apenas como o cérebro normalmente processa a informação sensorial, “mas também como o processamento é alterado em condições como cegueira ou surdez, principalmente, para melhoria dos métodos de comunicação em indivíduos que sofrem de tais desordens”, de acordo com Krishnankutty Sathian, Ph.D.
Até recentemente, cientistas acreditavam que regiões separadas do cérebro processavam a informação advinda de vários sentidos. Essa ideia foi desafiada. As descobertas recentes de que o córtex visual de deficientes visuais é ativado durante a leitura em Braille não são tão surpreendentes se apreciadas por este contexto. Os resultados obtidos pelo grupo de pesquisa demonstram que uma região do córtex cerebral, associada à visão, é ativada quando os humanos tentam distinguir a orientação através do tacto.
Juntamente aos depoimentos subjetivos da imagem visual e a activação cortical parieto-occiptal associada, as descobertas levam a crer que o processamento visual facilita a discriminação táctil normal de orientação. Isso, provavelmente, está relacionado ao facto de que geralmente confiamos no sistema visual para nos orientarmos.
PALADAR

Desde muito cedo, a boca é a primeira fonte de prazer. Com 16 semanas de vida, além de fazer caretas, levantar as sobrancelhas e coçar a cabeça, as papilas gustativas já estão desenvolvidas. A experiência tem demonstrado que o feto faz caretas e para de engolir quando uma gota de substância amarga é colocada no líquido amniótico. Por outro lado, uma substância doce provoca a aceleração dos movimentos de sucção e deglutição.
Aliás, o prazer do paladar continua na fase em que o bebé se amamenta através do mamilo da mãe. Daí para frente, o paladar fica cada vez mais apurado.
A zona bocal é a última parte a adquirir todas
as formas e recortes finais, embora seja a primeira a sentir as emoções iniciais da vivência.
A língua é a base de todo o paladar e a boca é uma das partes mais sensíveis do corpo e mais versáteis. Um beijo combina os três sentidos de tacto, paladar e olfato. Favorece o aparelho circulatório, aumenta de 70 para 150 os batimentos do coração e beneficia a oxigenação do sangue. Sem esquecer que o beijo estimula a liberação de hormonas que causam bem-estar. Detalhe: na troca de saliva, a boca é invadida por cerca de 250 bactérias, 9 miligramas de água, 18 de substâncias orgânicas, 7 decigramas de albumina, 711 miligramas de materiais gordurosos e 45 miligramas de sais minerais. As terminações nervosas reagem ao estímulo erótico e promovem uma reação em cadeia. Ao mesmo tempo, as células olfativas do nariz – mais próximas da boca – permitem tocar, cheirar e degustar o outro.
OLFATO

O amor não começa quando os olhares se encontram, mas sim um pouco mais em baixo, no nariz. “Há circuitos que vão do olfato até o cérebro e levam uma mensagem muito clara: sexo”, explica Maria Rosa García Medina, especialista em sentidos químicos do Laboratório de Pesquisas Sensoriais do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet), da Argentina.
Alguns pesquisadores afirmam que exalamos continuamente, pelos bilhões de poros na pele e até mesmo pelo hálito, produtos químicos voláteis chamados ferormônas.
Estudos têm demonstrado que a maior parte das espécies de vertebrados tem um órgão situado na cavidade nasal denominado órgão vomeronasal (OVN). A finalidade do OVN parece ser exclusivamente a de detectar sinais químicos – as ferormônas – envolvidos no comportamento sexual e de marcação de território.
Atualmente, existem evidências intrigantes e controvertidas de que os seres humanos podem se comunicar com sinais bioquímicos inconscientes. Os que defendem a existência das ferormônas baseiam-se em evidências mostrando a presença e a utilização de feromônas por espécies tão diversas como borboletas, formigas, lobos, elefantes e pequenos símios. As feromônas podem sinalizar interesses sexuais, situações de perigo e outros.
Os defensores da Teoria das ferormônas vão ainda mais longe: dizem que o “amor à primeira vista” é a maior prova da existência destas substâncias controvertidas. As ferormônas produzem reações químicas que resultam em sensações prazerosas. À medida em que nos vamos tornando dependentes, a cada ausência mais prolongada nós dizemos “apaixonados” – a ansiedade da paixão, então, seria o sintoma mais pertinente da Síndrome de Abstinência de Feromônas.
Com ou sem ferormônas, é de facto que a sensação de “amor à primeira vista” relaciona-se significativamente a grandes quantidades de feniletilamina, dopamina e norepinefrina no organismo. E voltamos à questão inicial: até que ponto a paixão é simplesmente uma reação química?
Um tradicional exemplo do estreito vínculo entre olfato e desejo é a síndrome de Kalman, um quadro genético de alteração hormonal que prejudica a puberdade e que está acompanhado por uma ausência congénita do olfato. Com a ajuda de tratamento, esses pacientes chegam a ter níveis normais de hormônas, mas não recuperam o olfato e isso têm efeitos diretos em sua vida afetiva.
O laboratório canadense Pheromone Sciences Corp. isolou e caracterizou os diversos ferormônas extraídas do suor. Uma primeira pesquisa revelou que o composto pode estimular a libido em homens e mulheres. Os pesquisadores esperam que, num futuro não muito distante, esse derivado de ferormônas possa servir como tratamento efetivo e seguro para determinadas disfunções sexuais. Inclusive como complemento de remédios como o Viagra.
“Alguns derivados de ferormônass já são usados para casos de frigidez feminina e ajudam na primeira etapa da sexualidade, que é o desejo”, afirma García Medina. “Isso pode ter um grande potencial noutros tipos de disfunções sexuais, mas ao mesmo tempo, reacende questões éticas: É lícito interferir dessa forma no comportamento de uma pessoa?”
Há duas décadas atrás, cientistas europeus conseguiram reproduzir ferormônas em laboratório. Alguns anos mais tarde, empresários americanos compraram a fórmula, fabricaram o produto em quantidades industriais e engarrafaram-no em belos vidrinhos. Agora, as tais ferormônas estão à venda na Internet. É a ciência médica interferindo na nossa vida sexual, uma arma que ajudará nas suas conquistas”. Segundo os responsáveis pelo produto, o sujeito que utilizar a poderosa colônia atrairá todos os olhares femininos, gerando “mais contatos imediatos e, sem dúvida, uma vida sexual mais activa do que poderia um dia imaginar, não importa a sua aparência, não importa o nível social. Onde quer que você esteja, passará a chamar muita atenção. Mas será que funcionam mesmo? Como você já deve ter percebido, o mesmo perfume ou loção após a barba, exala diversos cheiros em diferentes pessoas, especialmente naquelas do sexo oposto. À medida que a fragrância vaporiza e interage com nossa química própria, várias mudanças do aroma tornam-se perceptíveis
Tirando todos os tubos de ensaio de sofisticados laboratórios e reações químicas e moléculas citoplasmáticas, afinal, deverá haver algo mais entre o céu e a terra…
Mas, de qualquer forma, quando pronunciármos que temos uma química por alguém, o mais provável é que estejamos literalmente certos!
«Elementos negativos» em milho transgénico
Um grupo de especialistas franceses detectou elementos «científicos negativos» em milho transgénico da variedade MON 810, o único que até agora se cultiva no país, e as suas conclusões figuram num boletim oficial divulgado esta quarta-feira.
O estudo foi elaborado pela Alta Autoridade para os Organismos Geneticamente Modificados e dado a conhecer pelo presidente daquela entidade, Jean-François Legrand, que entregou uma cópia da análise ao ministro da Ecologia, Jean-Louis Borloo.
Legrand, senador do partido governamental UMP, disse à imprensa que o estudo permitiu detectar «elementos científicos negativos novos e com impacto sobretudo na flora e na fauna».
«Temos sérias dúvidas» acerca do comportamento do milho MON 810, afirmou Legrand, empregando uma frase que pode influenciar a decisão do governo acerca do cultivo deste organismo geneticamente modificado (OGM).
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse terça-feira estar disposto a activar a cláusula de salvaguarda sobre os OGM se a Alta Autoridade revelasse «sérias dúvidas» sobre aqueles que estão a ser cultivados em França até que a Comissão Europeia tenha uma resolução sobre o assunto. Ou seja, o cultivo de uma planta transgénica ficaria proibido em França até Bruxelas o autorizar.
Por outro lado, o governo francês anunciou esta quarta-feira que o projecto de lei sobre os OGM será debatido a partir de 5 de Fevereiro no Senado.
Determinação e Diferenciação Sexual
Determinação sexual:
Durante a primeira fase do desenvolvimento embrionário as gónadas são consideradas gónadas indiferenciadas ou bipotenciais, não há qualquer diferença histológica entre gónadas masculinas e gónadas femininas. A partir da 6ª semana de vida intra-uterina, a presença do cromossoma Y no genoma do embrião determina o desenvolvimento do testículo a partir da gónada bipotencial ou indiferenciada, processo mediado pelo gene localizado no cromossoma Y, na designada região do cromossoma Y determinante do sexo (SRY). A partir deste momento os testículos desenvolvem-se.
Os testículos continuam o desenvolvimento organizando-se em dois compartimentos distintos: os cordões testiculares percursores dos túbulos seminíferos e o a região intersticial que envolve os cordões testiculares. Nos cordões testiculares estão localizadas as células de Sertoli e as células germinativas primordiais. Na região intersticial estão localizadas células secretoras de esteróides, as células de Leydig, bem como as células mióides peritubulares. Em contraste, os ovários não exibem diferenciação estrutural considerável, até uma fase tardia da gestação, a sua diferenciação é inerente à ausência de cromossoma Y. A determinação sexual torna os ovários e os testículos histologicamente distintos.

Diferenciação sexual:
No início do desenvolvimento embrionário, tal como as gónadas, as vias urogenitais são indistintas em embriões com genótipo masculino ou feminino. Durante a fase indiferenciada, embriões com genótipo masculino ou feminino, apresentam dois pares de canais: o par de canais Mulleriano e o par de canais Wolffiano.
Sob a influência do cromossoma Y, os testículos desenvolvem-se e produzem hormonas específicas que despoletam a diferenciação dos genitais masculinos. Os mediadores hormonais críticos para a diferenciação em genitais masculinos são os androgénios sintetizados pelas células de Leydig e a hormona gicoproteica designa substância inibidora Mulleriana ou hormona anti-Mulleriana produzida pelas células de Sertoli. O SRY induz a expressão da hormona antimulleriana e a expressão de enzimas que participam na síntese de androgénios nas cálulas de Leydig. Sob a influência dos androgénios testiculares, os canais Wolffianos diferenciam-se em epidídimo, canal deferente, vesículas seminais e canais ejeculadores, sob a influência da hormona anti-Mulleriana, os canais Mullerianos degeneram. O efeito dos androgénios na diferenciação sexual depende da presença de receptores de androgénios nas células alvo. Estes receptores estão codificados no cromossoma X. Na ausência de hormonas testiculares, os canais Wolffianos regridem e os canais Mullerianos diferenciam-se em trompas uterinas, útero e vagina.
A genitália externa também se desenvolve a partir de estruturas inicialmente idênticas nos dois sexos: o tubérculo genital, as pregas uretrais e as eminências genitais. A presença de testosterona produzida pelas células de Leydig masculiniza a genitália externa. A masculinização da genitália externa depende da conversão de testosterona em dihidrotestosterona pela enzima 5α-reductase. Este processo termina por volta da 14ª semana de vida intra-uterina. Na ausência de androgénios a genitália externa torna-se feminina.
Bibliografia:
Kucinskas L, Just W. Human Male Sex Determination and Sexual Differentiation: Pathways, Molecular Interactions and Genetic Disorders. Medicina (Kaunas) 2005;
Parker KL, Schedell A, Schimmer BP. Gene Interactions in Gonadal Development. Annu. Rev. Physiol. 1999;
Alzheimer com diagnóstico precoce
A doença de Alzheimer não tem cura nem se pode prevenir mas pode ser retardada. Daí a importância de um diagnóstico atempado para avançar para a terapêutica adequada, com vista a atrasar a sua evolução.
Segundo Rita Vasconcelos Rebelo in AOonline, o Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa, tem disponível um teste para detectar qual a probabilidade de uma pessoa vir a desenvolver a doença de alzheimer, mas com certas restrições, como por exemplo, é necessária indicação médica , terem mais de 60 anos de idade ou possuírem doentes de alzheimer na família.
O teste consiste “na determinação dos níveis de 18 proteínas no plasma sanguíneo em doentes em estádios iniciais”, quando os sintomas ainda não se manifestaram. A sua fiabilidade é de 85%, aconselhando o investigador a um acompanhamento psicológico caso o teste seja positivo. Isto porque se desconhece ainda o tempo que medeia entre o resultado do teste e o aparecimento dos sintomas, além de que se trata de uma patologia para a qual ainda não existe cura e um resultado positivo pode revelar-se angustiante. Uma investida precoce pode, isso sim, retardar o aparecimento dos primeiros sintomas.
São vários já os exames que pretendem efectuar um diagnóstico, contudo servem mais como uma probabilidade do que um rastreio propriamente dito. Ou seja, nem sempre se traduz efectivamente no aparecimento da doença.
Monóxido de Carbono passa de gás mortal a salva-vidas
CO poderá ser utilizado na produção de antibióticos.
Longe vai o tempo em que foi descoberta a penicilina. Com a descoberta feita num estudo coordenado pela investigadora da Universidade Nova de Lisboa Ligia Saraiva que conclui que o monóxido de carbono pode vir a ser utilizado como antibiótico pela propriedade de matar bacterias.
“Não podemos prever quando é que teremos um antibiótico, o processo pode demorar muitos anos», afirmou a investigadora do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB) da Universidade Nova de Lisboa em declarações à agência Lusa, sublinhando que os avanços conseguidos com a investigação representam apenas, por enquanto, um novo leque de possibilidades.
De acordo com o comunicado relativo à investigação, esta mostrou «pela primeira vez que o monóxido de carbono tem a capacidade de matar bactérias», algo demonstrado em «várias bactérias, em particular no bem conhecido patogénico Estafilococos, que tem vindo a desenvolver uma resistência preocupante aos antibióticos correntes».
«Os compostos libertadores de monóxido de carbono – CO, no símbolo químico – penetram as paredes celulares e só quando já estão dentro do meio celular, libertam o CO de forma controlada», explicou a investigadora a propósito do modo de funcionamento dos compostos.
O próprio organismo produz monóxido de carbono, mas em quantidades insuficientes para destruir as células de bactérias.
Na investigação agora apresentada foram utilizadas concentrações de CO superiores àquelas produzidas pelo organismo humano, mas não tóxicas.
Com esta descoberta abre-se a porta a novos tratamentos e a novos antibióticos, capazes de contrariar a resistência que algumas bactérias desenvolveram em relação aos fármacos já existentes.
«A resistência de microrganismos patogénicos aos antibióticos clássicos é um dos maiores problemas que a medicina enfrenta, sendo responsável por um elevado número de mortes, especialmente em ambientes hospitalares» e «os compostos libertadores de CO poderão assim constituir uma nova geração de antibióticos», lê-se no comunicado.
Lígia Saraiva admitiu, no entanto, que «não há garantias que as bactérias não venham a desenvolver resistência a novos antibióticos que possam resultar desta descoberta».
A investigadora do ITQB explicou que o trabalho que desenvolve no laboratório é «compreender o processo pelo qual a bactéria morre» e que o instituto não pode fazer testes relativos ao uso farmacológico dos compostos libertadores de CO em humanos.
No entanto, Lígia Saraiva adiantou que a empresa farmacêutica detentora da patente destes compostos pretende iniciar em breve os testes em animais.
A descoberta da equipa de investigadores coordenada por Lígia Saraiva, e da qual também fazem parte Carlos Romão, João Seixas e Lígia Nobre, será publicada na edição de Dezembro da revista internacional «Antimicrobial Agents and Chemotherapy».
MARTE: o planeta vermelho
Marte é o quarto planeta a contar do Sol. O seu diâmetro é de 6.787 km. A sua atmosfera é muito rarefeita com 95% de dióxido de carbono, 2% de árgon e 3% de azoto. O planeta tem dois satélites Phobos e Deimos, que mais parecem dois asteróides, tendo de diâmetro 22km e 14km respectivamente. A sua distância ao Sol é 227.900.000 km. A translacção do planeta é de 687 dias e a rotação diária é de 24h 37m e 23s. A massa de Marte comparada com a Terra é 0,107, sendo a sua densidade, relativa à água (1), 3,9. A sua superfície inóspita e coberta de poeiras ricas em óxidos de ferro confere-lhe uma cor avermelhada. Como Marte não tem nenhuma camada protectora da radiação ultravioleta e a sua temperatura à superfície é de -23ºC, o que torna pouco provável a existência de formas de vida.

Segundo notícia publicada no jornal El Mundo, o planeta vermelho já teve um grande oceano. A afirmação é de cientistas dos EUA e Canadá. Para eles, um terço da superfície de Marte era coberto por água, muito parecido com a Terra.
“Se houve tanta água na superfície de Marte como este oceano indica, então o Planeta Vermelho e a Terra foram no passado mais parecidos do que são na actualidade”, afirmou J. Taylor Perron, responsável por esta descoberta científica.

No seu artigo publicado na revista britânica ´Nature`, Perron e seus colegas dão explicação científica para a existência de uma vasta planície em Marte. E explicam que no estado actual o Planeta Vermelho mostra linhas em torno de uma grande superfície de terra que anteriormente esteve coberta por água: as chamadas costa de Arabia e costa de Deuteronilus.
“Há água em Marte – diz Perron – e quase com total certeza houve água em Marte desde muito tempo. A questão é saber quanto e em que forma”, destacou.
A ver vamos se teremos a tão esperada Estação Espacial Marciana para breve para podermos comprovar estes mitos sem resposta!
Substâncias psicoactivas: classificação e definição
As substâncias psicoactivas ou Psicofármacos são substâncias que afectam o Sistema Nervoso Central e que provocam dependência fisica e/ou psiquica. Estas substâncias classificam-se como:

- DEPRESSORAS da actividade do SNC: diminuem e inibem a actividade do SNC, da actividade motora, da reacção à dor e da ansiedade, sendo comum um efeito euforizante inicial (diminuição das inibições) e posteriormente um aumento da sonolencia. Os diversos depressores do SNC são: opiáceos e benzodiazepinas.
- ESTIMULANTES da actividade do SNC: aumentam o estado de alerta, insónia e aceleração dos processos psiquicos, aumentando a actividade do SNC e como consequinte a taxa metabólica do organismo. Exemplos são: anfetaminas, cocaína, nicotina e cafeína.
- PERTURBADORES da actividade do SNC: são substâncias que levam ao aparecimento de diversos fenómenos psiquicos anormais como alucinações e delirios, sem que haja inibição ou estimulação global do SNC. Modificam o curso do pensamento e das percepções sensoriais. A LSD25, cannabis e derivados são exemplos.
BENZODIAZEPINAS
diazepam (VALIUM); lorazepam (LORENIN); alprazolam (XANAX).
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As benzodiazepinas têm uma acção ansiolítica, miorrelaxante, sedativa, anti-convulsionante e hipnótica. Causam tolerância e dependência tanto fisica como psíquica.
OPIÁCEOS
morfina (de onde se extrai a heroína), codeína e papaverina.



Do ópio (designação dada ao fluido obtido a partir da papoila - papaver somniferum) extraem-se alcalóides como a morfina (de onde se extrai a heroína), a codeína e a papaverina. Os opiáceos possuem uma potente acção depressora e analgésica do SNC. Provoca tolerância e dependência. Quando se suspende a sua administração surge um síndrome de abstinência.
ANFETAMINAS
ecstasy

As anfetaminas são substâncias que estimulam o SNC. Durante a 2ª Guerra Mundial, os soldados alemães tomavam estas substâncias para combater a fadiga e mantê-los em alerta. Só após a guerra acabar se descobriu as consequências do seu uso regular, tais como a degeneração dos neurónios, levando ao aparecimento de lesões irreversiveis no cerebro. Causam tolerância, dependencia fisica e psiquica.
COCAÍNA

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A cocaína pertence ao grupo das substâncias simpaticomiméticas, provoca um aumento de neurotransmissores na fenda sináptica estimulando a actividade do SNC. Causa uma elevada dependensia psíquica (mas não fisica) e aquando a sua descoberta era receitada para todo o tipo de doenças (prescrita até pelo próprio Freud para a cura da depressão e cura da dependência da morfina) e inclusive era um dos ingredientes da famosa Coca-Cola.
NICOTINA

A nicotina, um estimulador do SNC, tem uma vida média no sangue inferior a 2h. A tolerância desenvolve-se rapidamente, poucos dias após o inicio do seu uso e elevadas doses provocam paralisia respiratória e hipotensão severa causada pela paralisia medular. Aquando da sua privação desenvolve-se um síndrome de abstinência. A nicotina atravessa a barreira placentária e é segregada atravéz do leite materno, transmitindo-se com facilidade ao fecto.
CAFEÍNA
A cafeína é a droga estimulante mais consumida em todo o mundo. Desenvolve-se raidamente tolerância a esta substância e causa dependência fisica e psiquica. A intoxicação por esta substância provoca cefaleias, insónias, confusão, tremores, diurese, nervosismo, taquicardia e inclusive convulsões.
LSD25
Dietilamida do Ácido Lisérgico (ácidos)
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Producto sintético extraído da cravagem de um fungo do centeio. Era utilizado como recurso psicoterapêutico (no tatamento do alcoolismo e disfunções sexuais) até que se descobriram os seus efeitos alucingénicos. Não cria dependencia física mas cria dependência psicológia e o seu consumo leva à alteração total da percepção da realidade.
CANNABIS E CANNABINÓIDES
THC (tetrahidrocannabiol)


A cannabis utilizada antigamente para o tratamento do reumatismo, malária, insónias, cefaleias, etc. e posteriormente os grandes intelectuais e artistas consumiam frequentemente, até que a geração hippie a vulgarizou levando à sua ilegalidade. É um perturbador do SNC e provoca agressividade, pânico, alucinações e psicose. Estes efeitos são evidenciados quando consumida em excesso. A cannabis (erva, ganza, polén, chocolate, charro, porro, etc) é a droga ilegal com maior aceitação social.
Sonda Cassini-Huygens revela mares em Titã (lua de Saturno)

A sonda Cassini, na órbita de Saturno, encontrou evidências da existência de mares, provavelmente cheios de gás liquefeito, em latitudes próximas do pólo norte de uma das luas do planeta, Titã.

Titã é a segunda maior lua do Sistema Solar e a unica que possui uma atmosfera densa.
O relevo escurecido, detectado pelo radar de Cassini, lançada há dez anos pela agência espacial americana NASA, é muito maior do que qualquer lago já detectado em Titã.
O maior tem uma área de cerca de 100 000 Km2 - maior em comprimento do que o Lago Superior, na América do Norte, cobrindo uma parte maior de Titã, o que equivale ao Mar Negro em ralação ao planeta Terra. O Mar Negro é o maior mar dentro de um continente e cobre cerca de 0,085% da superfície da Terra.
O observado em Titã cobre pelo menos 0,12% da superfície da Lua. Membros da equipe do Cassini alegam que há razão para chamá-lo de mar.
Como o radar de Cassini só registrou uma porção de cada característica da área, só o seu tamanho mínimo é conhecido.
Metano
Titã é a segunda maior lua do Sistema Solar e seu tamanho é 50% maior do que o do satélite natural da Terra, a Lua.
Não há prova definitiva de que estes mares contém líquidos, mas sua forma, sua aparência escura no radar, o que indica suavidade, e suas propriedades, sugerem a presença de líquidos.
Os líquidos são, provavelmente, uma combinação de metano e etano, dadas as condições em Titã e a abundância dos gases etano e metano e as nuvens na atmosfera de Titã.
Carl Sagan (astrónomo) disse que “Titã deve ter sido coberta de oceanos, e que eles realimentavam a atmosfera com metano”, Mas essa visão de oceanos de gás liquefeito teve que ser abandonada quando Cassini conseguiu penetrar no nevoeiro de Titã e encontrou uma superfície caótica, geologicamente ativa, mas nenhum grande reservatório de líquido.
Recentemente, a sonda começou a detectar formas semelhantes a lagos nas regiões mais a norte de Titã.
A descoberta destas formas de grandes dimensões podem ter a solução para o problema de realimentação da atmosfera com metano.
Depois desta descoberta, integrantes da equipa da sonda planeiam realinhar os instrumentos do radar de Cassini em Maio para que eles possam passar diretamente sobre as manchas escuras identificadas pelas cameras.
A missão Cassini-Huygens é uma cooperação entre a NASA, a ESA (Agência Espacial Européia) e a ASI (Agência Espacial Italiana).
Strippers no período fértil ganham 50% mais
Uma questão que intriga os cientistas há séculos (fêmeas da espécie humana passam ou não por um período de cio?) acaba de receber uma contribuição inesperada: a das strippers. Pesquisadores americanos descobriram que elas ganham quase 50% mais gorjetas quando estão no auge de seu período fértil, o que indicaria que a plateia é capaz de detectar esse período de alguma forma.
Geoffrey Miller e seus colegas da Universidade do Novo México relatam, em estudo publicado na revista científica “Evolution and Human Behavior”, os dados obtidos de 18 dançarinas de strip-tease. Por meio de um site, elas passaram para os pesquisadores informações sobre seu ciclo menstrual, seus horários de trabalho e seus ganhos durante um período de 60 dias.
O ciclo de fertilidade feminina corresponde ao ciclo menstrual, ao longo do qual os óvulos são liberados e colocados em posição para serem fertilizados. O que os pesquisadores viram é que havia uma correlação entre as gorjetas mais altas e o ponto desse ciclo onde a chance de fecundação do óvulo é máxima.
Hubble revela uma galáxia bébé num universo adulto
Utilizando o Telescópio espacial Hubble da NASA um grupo de cientistas conseguiu medir a idade daquela que parece ser a galáxia mais jovem observada no universo. Comparativamente aos padrões cosmológicos ela é apenas um bébé, rodeada de galáxias adultas.

De nome ‘I Zwicky 18′, parece ter apenas 500 milhões de anos. Comparativamente, a nossa Via Láctea é 20 vezes mais velha, com cerca de 12 mil milhões de anos, a idade típica das galáxias que se observam no universo. Esta jovem e recém nascida galáxia oferece-nos uma rara visão que poderá mostrar como teriam sido as primeiras e diminutas galáxias no início do universo.
A galáxia observada é uma das 30 000 galáxias próximas que o astrónomo Suiço Fritz Zwicky referenciou na década de 1930 através de fotografias de todo o hemisfério celeste norte. Embora os astrónomos há muito suspeitassem de que esta era uma galáxia jovem, devido à observação de elementos químicos primordiais na sua composição, a extrema sensibilidade do Hubble permitiu aos astrónomos realizar um censo fiável da totalidade da população estelar que a compões. Isto permitiu-lhes identificar com precisão as estrelas mais velhas que habitam a galáxia e, a partir daqui, estabelecer um limite máximo para a sua idade.
A galáxia bébé arranjou forma de se manter em estado embrionário, em forma de gás frio, uma nuvem primordial de hidrogénio e hélio, durante a maior parte da evolução do universo. Enquanto inúmeras galáxias proliferavam e se desenvolviam por todo o universo, estanão iniciou a formação activa de estrelas durante os cerca de 13 mil milhões de anos que precederam o Big Bang, tendo apenas formado as primeiras estrelas de há 500 milhões de anos a esta parte.
Localizada a cerca de 45 milhões de anos luz – muito mais próxima que as outras galáxias jovens situadas a 14 mil milhões de anos luz – I Zwicky 18 pode representar a única oportunidade que os astrónomos possuem para estudar em detalhe a matéria que compõe as galáxias.
Continua um quebra cabeças a razão pela qual o gás desta pequena galáxia anã demorou tanto tempo (quase toda a idade do universo) para colapsar sob a influência da gravidade e dar origem às suas primeiras estrelas.
“I Zwicky 18 é uma genuína galáxia jovem”, disse Trinh Thuan, professor de astronomia na Universidade da Virgínia, e que co-autorou o estudo com Yuri Izotov do observatório de Kiev. “Isto é extraordinário porque qualquer um de nós esperaria encontrar jovens galáxias em formação apenas durante os primeiros mil milhões de anos após o Big Bang e não cerca de 13 mil milhões de anos mais tarde. E era suposto as galáxias jovens serem muito distantes, nos limites do universo observável, não no universo local”, referiu Izotov.
A ‘descoberta’, anunciada a 1 de Dezembro no Astrophysical Journal, permite ter uma nova visão sobre o início da formação das galáxias. A galáxia I Zwicky 18 oferece uma amostra do que poderá ter sido a Via Láctea há 13 mil milhões de anos.
Um outro grupo de observações do Hubble feitas por uma equipa de trabalho diferente, geram uma pequena variação na idade da galáxia, atribuindo-lhe mais mil milhões de anos, mas continuando a catalogá-la como uma recém nascida. Goran Ostlin, do observatório de Estocolmo e Mustapha Mouncine, da Universidade de Nottingham, utilizaram a Câmara de Infra vermelho Próximo e o Espectrómetro Multi-Objectos do Hubble para encontrarem uma população de estrelas vermelhas de baixa temperatura, as quais são ligeiramente mais velhas que as observadas pela Câmara de Pesquisa Avançada. Os resultados aguardam publicação na revista Astronomy and Astrophysics.
Para provar que I Zwicky 18 é uma galáxia jovem Thuan e Izotov precisavam de mostrar que esta não possuía estrelas nascidas nos primeiros milhares de milhões de anos após o Big Bang, o período em que se formou uma grande fracção de estrelas no universo. Embora os astrónomos já suspeitassem que a galáxia era excepcionalmente nova, tiveram de esperar que o telescópio espacial fornecesse imagens com a sensibilidade necessária para detectar, ou não, estrelas vermelhas, vermelhas gigantes em fim de vida.
A Câmara de pesquisa avançada do Hubble necessitou de uma exposição muito longa, requerendo 25 órbitas do telescópio para poder obter imagens das estrelas menos brilhantes da galáxia. Por si só, a presença de estrelas velhas, teria indicado que a galáxia também era velha, tal como todas as outras galáxias conhecidas no universo.
Grandes galáxias como a Via Láctea são entendidas como crescendo hierárquicamente, com pequenas galáxias iniciais a darem origem a galáxias maiores, tal como os ribeiros que fluem para os rios, aumentando o caudal destes. I Zwicky 18 é um típico protótipo daquela ‘vaga inicial’ de pequenas galáxias anãs. De acordo com Thuan, uma primeira evidência da juventude de I Zwicky 18 é o facto de o seu gás interestelar ser “praticamente imaculado”, composto essencialmente por hidrogénio e hélio, os dois elementos primários mais leves criados pelo Big Bang durante os três primeiros minutos de existência do universo. A galáxia anã inclui apenas pequenas evidências de outros elementos mais pesados como carbono, nitrogénio ou oxigénio, que são normalmente criados mais tarde, à medida que as estrelas se desenvolvem. A quase ausência destes elementos pesados sugere que o gás primordial da galáxia não conseguiu originar a formação de estrelas que subsequentemente produzem elementos químicos pesados.
fonte: CA2000
ientistas pensam ter ultrapassado a velocidade da luz
Cientistas alemães afirmam ter conseguido quebrar o único recorde de velocidade que deveria ser impossível bater: o da luz.

O feito, se for real, é uma violação direta da Teoria da Relatividade Especial de Albert Einstein. O físico mais famoso do mundo disse: nada, sob nenhuma circunstância, jamais pode ultrapassar a velocidade da luz.
E quem são os corajosos que ousam contradizer Einstein? Os físicos Günter Nimtz e Alfons Stahlofen, da Universidade de Koblenz, na Alemanha. A dupla afirma ter movimentado fotões (que são, de facto, nada mais do que partículas de luz) mais rápido que a velocidade da luz.
Nimtz e Stahlhofen exploravam a ótica quântica quando as partículas ultrapassaram uma barreira impossível de ser ultrapassada. Os seus fotões, afirmam, eram transportados “instantaneamente” por barreiras de diferentes tamanhos, desde milímetros a até um metro. Isso só seria possível, dizem, se eles estivessem a viajar a uma velocidade superior a 300 000km/seg (a velocidade da luz).
Para outros especialistas, no entanto, Einstein pode descansar tranquilo pois os dois alemães não ultrapassaram na verdade a velocidade da luz. Foi só uma questão de interpretação de dados da física complexos o suficiente para dar nó à cabeça de qualquer mortal.
Aephraim Steinberg, da Universidade de Toronto, explicou ao portal “Eurekalert” o que pode ter causado a confusão. Ele compara a experiência dos fotões com um comboio.
No momento em que a carruagem central deixa a estação, uma pessoa liga um cronómetro, para observar a velocidade do comboio. Conforme vai chegando ás suas paragens programadas, o comboio deixa algumas carruagens pelo caminho. Ao chegar ao destino final, há apenas duas carruagens. Se o cronómetro for parado no momento em que a carruagem do meio chega à estação vai aparentar que ele veio a uma velocidade muito superior que a real. “Se estiver nas estações, vai parecer que essas pessoas ultrapassaram os limites de velocidade, chegando antes do previsto, mas só está a ver aquelas que estavam na primeira carruagem. Elas tiveram uma vantagem, mas nunca estiveram rápidas demais”.
Tony Wright: the sleepless man
Em Maio de 2007, o britânico Tony Wright, de 42 anos, superou as 264 horas acordado, alcançadas por Randy Gardner nos Estados Unidos em 1964 e registradas no Worl Guiness Book. Assim Tony manteve-se acordado por 11 dias e 11 noites consecutivas.
Actualmente livro de recordes não recompensa vencedores de concursos de privação de sono por causa dos possíveis riscos para a saúde de tais empreendimentos.
Wright combateu o cansaço bebendo chá e consumindo uma dieta rica em alimentos crus. Ele permaneceu o tempo todo num bar na cidade de Penzance.
Numa entrevista à BBC Tony Wright afirmou: “Sinto-me bem, foi cansativo, mas cheguei lá. A dieta escolhida foi importante para manter partes do meu cérebro operantes e despertas por longos períodos Desligar uma parte do cérebro que está muito cansada e usar a outra torna a tarefa muito mais simples, mas ambas estão bastante cansadas neste momento.”
Durante a aventura, ele percebeu que a sua fala ficava por vezes incompreensível e as cores pareceram-lhe mais brilhantes. Foi filmado por câmaras 24 horas por dia.

Alguns mamíferos como os filhotes de golfinhos e baleias orca podem ficar meses sem dormir. Mas para a maioria das pessoas, apenas uma noite sem dormir provoca variações de humor e irritabilidade. A falta de sono pode levar à diminuiçãoda capacidade de contração e de tomar decisões. Trabalhar com uma máquina ou conduzir um automovel com poucas horas de sono é perigoso. Períodos mais longos de privação de sono podem levar a alucinações, problemas de visão e paranóia.
Semana decisiva para futuro de Galileo

A Europa quis concorrer com o sistema de navegação por satélite dos Estados Unidos da América, o conhecido GPS. E por isso lançou, em 2001, o projecto Galileo. O objectivo era acabar com a dependência face ao sistema desenvolvido pelo poderoso país do outro lado do Atlântico. Mas um problema de financiamento pode deitar tudo a perder. A Comissão Europeia empenha-se na obtenção de um acordo entre os Estados membros para determinar o plano de financiamento do Galileo. Esta semana os ministros das Finanças da Europa vão encontrar-se e este problema está sobre a mesa de conversações. Hoje decorre o Eurogroup, onde os ministros com o pelouro das Finanças da Zona Euro se encontram e amanhã juntar-se-ão a todos os outros países comunitários no Ecofin (reunião de todos os ministros das Finanças da União Europeia).
O sistema europeu, inicialmente, deveria ser financiado em mais de metade do valor pela indústria privada, que acabou por se afastar do projecto à medida que os norte-americanos davam bons serviços a preços acessíveis. A Comissão Europeia ficou com um problema de 2,4 mil milhões de euros nas mãos. Esse é o montante necessário para que o projecto não morra. O desenvolvimento do Galileo, incluindo a construção e o lançamento de 30 satélites, está avaliado em documentos da Comissão Europeia em 3,2 mil milhões de euros.
Ainda de acordo com Bruxelas, “o projecto é economicamente viável” e cita estudos para dizer que o projecto permite criar 150 mil postos de trabalho e pode gerar contratos de serviços e de equipamentos de nove mil milhões de euros por ano. Argumentos que Bruxelas vai avançando para que os Estados membros aceitem ajudar a financiar. Ainda que de acordo com a BBC os países já tenham suportado um custo de 388 milhões de euros acima do que estava inicialmente previsto. Bruxelas quer ir buscar o que falta ao orçamento comunitário entre 2008 e 2013. A discussão volta a surgir em plena presidência portuguesa da União Europeia e se o acordo não for conseguido nas próximas semanas, fontes citadas pela Lusa dizem recear que o problema tenha de ser resolvido pelos chefes do Estado e do Governo comunitários na cimeira de 13 e 14 de Dezembro.
Outra fonte, citada pela Lusa, diz que a chave do problema reside na Alemanha que quer assegurar contrapartidas industriais para o país.
fonte:Diário de Noticias
Lagartixas já sem segredos
Há muito tempo que a ciência se interrogava sobre a capacidade de batráquios como as salamandras e lagartixas fazerem renascer membros amputados. Agora uma equipa de cientistas britânicos vem atribuir o fenómeno à acção de uma proteína. A descoberta abre horizontes a novas pesquisas sobre a regeneração celular susceptíveis de encontrar aplicação em seres humanos.
Uma proteína chamada nAG, produzida pelas células nervosas e pela pele nas lagartixas é responsável pelo crescimento de novos tecidos sempre que tenham um membro amputado.
A acção desta proteína centra-se em, sempre que um nervo é seccionado, estimular a produção de células imaturas e indiferenciadas que vão gerar o órgão ou parte do corpo afectado.
O autor do estudo, Anoop Kuma, admite que a descoberta “tem potencial para futuras tentativas destinadas a permitir a regeneração de tecidos em mamíferos”.
Fonte: Jornal de Noticias
Cinquentenário de Laika: A primeira cadela a orbitar no espaço!

Há meio século, uma cadela rafeira e vadia, apanhada em Moskovo, era empurrada para a celebridade e também para uma viagem sem regresso.
Laika foi o primeiro animal a alcançar o espaço e a orbitar o nosso planeta, a bordo de uma cápsula. O feito pertenceu aos russos, que, em menos de um mês, com o Sputnik-2, voltaram a pôr a Humanidade de boca aberta e os americanos com o ânimo afectado. As tentativas de envio de animais para o espaço, quer por parte dos EUA, quer por parte da URSS, já vinham desde a década de 40, mas cujos voos nunca tinham saído dos limites da atmosfera. Assim, a 3/11/1957, o Sputnik-2, lançado a partir de Baikonur, atingiu os 1 600Km de altura, mantendo-se aí em orbita.A cápsula em que viajou Laika era pequenina e o animal, posto de frente a uma câmara, ia seguro por correias para ser monitorizado o seu ritmo cardíaco, respiratório e a sua pressão arterial. Certo é que os sinais vitais deixaram de ser ouvidos 6H após o lançamento e só em 2002 é que um cientista revelou que Laika morreu de calor e de pânico tal era o barulho e da temperatura a bordo (41ºC) que elevaram os batimentos cardíacos da cadela três vezes mais que o normal. A causa deveu-se à manobra de separação do foguetão-lançador e do satélite, que terá arrancado parte do isolamento térmico deste, um problema que ainda hoje assombra os astronautas nas suas partidas para o espaço.No entanto, o voo de Laika manteve-se como marco quase tão apelativo para o imaginário humano como a primeira viagem do Homem à Lua. Fonte: Jornal de Noticias
Obesidade: um problema sem novos remédios
Foram décadas e mais décadas em que a obesidade foi considera. da como problema meramente estético e o resultado é que, nos Estados Unidos, o FDA só aprova duas drogas para seu tratamento. Detalhe: ambas ,ajudam a perder uns 7, 8 quilos. E quem pára de tomar, engorda de novo. As empresas farmacêuticas juram que têm dez drogas novas em, fase de testes – todas no mesmo estilo, que ajudam a perder no máximo 9, 10 quilos ” mas isso está longe de significar que vem aí uma enxurrada de medicamentos fantásticos para ajudar obesos e gordinhos a entrar em forma.
Entre a pesquisa promissora seja ela a descoberta de um mecanismo de queima de gordura ou a de um neurorreceptor associado à sensação de saciedade e a chegada de um novo medicamento à farmácia são necessários de 10 a 15 anos de trabalho e investimento. E isso se tudo der certo, o que é raro. Desde 1999, o FDA não recebe nenhum novo pedido de análise de medicamento para obesidade. E, como até agora a maioria dos laboratórios e centros de pesquisa não investia pesado – com perdão da ironia – no assunto, a possibilidade de uma “revolução” no tratamento da doença é remota no curto prazo. Mais: as seguradoras americanas tendem a não cobrir gastos com medicamentos para emagrecer.
As soluções, portanto, continuam sendo dieta e exercícios, ou, nos casos mais graves, cirurgia. No caso das dietas, também há pouquíssima base científica para dizer que esta ou aquela é a que melhor funciona. Uma revisão da literatura científica a respeito feita por duas pesquisadoras americanas apontou a existência de 2.609 artigos sobre dietas, dos quais apenas míseros 94 seguiam rígidos critérios científicos, como controle e duração razoável a maioria dos estudos durou apenas 90 dias. Há poucas informações sobre a segurança desta ou daquela dieta, não há comparações entre pacientes sedentários e com atividade física e, mais grave, controle sobre o que eles realmente ingeriram.
Para casos graves de obesidade, a chamada obesidade mórbida, o tratamento ainda é a cirurgia. Por aqui, as filas para redução de estômago nos serviços públicos são quilométricas. Por lá, onde saúde pública é praticamente inexistente, os obesos enfrentam agora a relutância dos planos que estão cortando a gastroplastia dos procedimentos cobertos pelo seguro. As perspectivas para os 130 milhões de americanos gordos e obesos não são muito boas, até porque o governo Bush, a despeito da epidemia, teima em não impor uma regulamentação à indústria de alimentos que a obrigue a reduzir o conteúdo de gordura nos produtos.
O avanço das pesquisas que ten. tam compreender os mecanismos de saciedade é a grande aposta para ( futuro desenvolvimento de novas estratégias – e medicamentos – para ( combate à doença. O marco desse nova fase foi a descoberta da leptina em 1995, uma proteína que pareCE impedir o acúmulo de gordura. Ele mostrou que as células gordurosa tentam informar o cérebro de quanta gordura têm em estoque nos obesos, a mensagem ou hão é enviada diretamente ou não é bem compreendida. Por enquanto, a única certeza que os especialistas têm é a de que o processo pelo qual hábitos alimentares, metabolismo, neurotransmissores e outros fatores interagem para produzir ou não um obeso é extremamente complexo.
Fonte: Jornal Vilas Magazine























