Homossexualidade
Na Grécia Antiga, a homossexualidade era uma prática natural e esteticamente bela.
Com a civilização judaico-cristã, caiu em desgraça. Chegou a ser considerada doença – equívoco que se prolongou até 1974 – quando a Organização Mundial de Saúde riscou-a de sua lista de enfermidades.
As pesquisas sobre uma possível origem genética, realizadas a partir de 1991, causaram polêmica. Mas um novo caminho surgiu, embora os estudos não sejam conclusivos, nem descartem as causas emocionais e culturais.
Hoje já se sabe que não se trata de uma opção, mas de uma condição – tão humana quanto andar, comer ou respirar. Mesmo assim o assunto continua a ser tabu, envolto em preconceito e na falta de informação.


A orientação sexual, quer para heterossexuais, quer para homossexuais não parece ser algo que uma pessoa escolha. Alguns estudos recentes indicam que a orientação sexual tem uma grande influência genética ou biológica sendo, provavelmente, determinada antes ou pouco depois do nascimento. Sendo estes estudos não conclusivos, é irresponsável assumir que a homossexualidade é uma escolha. Tal como os heterossexuais, os homossexuais descobrem a sua sexualidade como um processo de crescimento. A única escolha que o homossexual pode tomar é a de viver a sua vida de acordo com a sua verdadeira natureza, ou de acordo com o que a sociedade espera dele. Descrever a homossexualidade como um simples caso de escolha é ignorar a dor e confusão por que passam tantos homens e mulheres homossexuais quando descobrem a sua orientação sexual. É absurdo pensar que esses indivíduos escolheram deliberadamente algo que os deixa expostos à rejeição por parte da família, amigos e sociedade. Este preconceito também ignora todos os homossexuais que tentaram viver a sua vida como heterossexuais, escondidos atrás de uma fachada de casamento, sempre sentido um vazio e falta de realização pessoal. Há ainda muito a aprender sobre a sexualidade humana.























Além de em 2006, o Museu de História Natural de Oslo, na Noruega, ter apresentado a primeira exposição dedicada a “animais gays”, que foi chamada de “Against Nature”.
Na exposição foram exibidos cerca de 500 exemplares de comportamentos homossexuais entre mamíferos, insetos e crustáceos. De um universo com mais de 1.500 relatos.
E uma equipe de cientistas do Hospital Universitário Karolinska (Estocolmo), ter descoberto que os cérebros das lésbicas reagem a certos feromônios, de forma diferente do das demais mulheres… Pois quem gosta de mulher ter o NIHA-3 maior.
Diversas pesquisas sobre homossexualidade e neurociência, inclusive uma pesquisa realizada em 1991, por Simon Le Vay, do Instituto Salk da Califórnia, EUA.
O mesmo Instituto onde Torsten Wiesel e David Hibel, provaram que a região do cérebro envolvida na regulagem do comportamento sexual é comandada por um substrato biológico da orientação sexual.
Provaram que determinados impulsos dos homossexuais são anatomicamente diferentes dos impulsos dos heterossexuais.
Que a origem da homossexualidade é biológica.
E que o NIHA-3 é grande em homens hetero e em mulheres homo.
Ou seja, os indivíduos que têm uma predisposição sexual para ter relações com mulheres, têm um NIHA-3 cerca de 02 as 2,5 vezes maior.
Enquanto as mulheres heteros e os homens homos, com orientação sexual para ter relações com homens, tem um NIHA-3 cerca de 50% menor.
NIHA-3 significa, Núcleo Intersticial do Hipotálamo Anterior.
No caso em tela, o NIHA-3 é denominado de “3”, porque também existe o NIHA 1, 2 e 4.
Que são as estruturas do hipotálamo que regulam a fome, a sede, a temperatura e certos hormônios.
Lê Vay pesquisou o tecido cerebral de 41 indivíduos.
E entre eles haviam 19 homens comprovadamente gays; 16 homens heterossexuais e 06 mulheres normais.
A conclusão do Dr. Le Vay foi que “O NIHA-3 exibiu dimorfismo”.
Ou seja, o aparecimento de duas formas diferentes, dentro de um mesmo grupo.
Pois o NIHA-3 dos homossexuais era duas vezes menos volumoso do que o dos heteros.
A descoberta de que entre os heterossexuais e os homossexuais, um núcleo difere em tamanho.
E aparece de duas formas características. Indica que a orientação sexual dos homossexuais depende da biologia do individuo.