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Semana decisiva para futuro de Galileo

A Europa quis concorrer com o sistema de navegação por satélite dos Estados Unidos da América, o conhecido GPS. E por isso lançou, em 2001, o projecto Galileo. O objectivo era acabar com a dependência face ao sistema desenvolvido pelo poderoso país do outro lado do Atlântico. Mas um problema de financiamento pode deitar tudo a perder. A Comissão Europeia empenha-se na obtenção de um acordo entre os Estados membros para determinar o plano de financiamento do Galileo. Esta semana os ministros das Finanças da Europa vão encontrar-se e este problema está sobre a mesa de conversações. Hoje decorre o Eurogroup, onde os ministros com o pelouro das Finanças da Zona Euro se encontram e amanhã juntar-se-ão a todos os outros países comunitários no Ecofin (reunião de todos os ministros das Finanças da União Europeia).

O sistema europeu, inicialmente, deveria ser financiado em mais de metade do valor pela indústria privada, que acabou por se afastar do projecto à medida que os norte-americanos davam bons serviços a preços acessíveis. A Comissão Europeia ficou com um problema de 2,4 mil milhões de euros nas mãos. Esse é o montante necessário para que o projecto não morra. O desenvolvimento do Galileo, incluindo a construção e o lançamento de 30 satélites, está avaliado em documentos da Comissão Europeia em 3,2 mil milhões de euros.

Ainda de acordo com Bruxelas, “o projecto é economicamente viável” e cita estudos para dizer que o projecto permite criar 150 mil postos de trabalho e pode gerar contratos de serviços e de equipamentos de nove mil milhões de euros por ano. Argumentos que Bruxelas vai avançando para que os Estados membros aceitem ajudar a financiar. Ainda que de acordo com a BBC os países já tenham suportado um custo de 388 milhões de euros acima do que estava inicialmente previsto. Bruxelas quer ir buscar o que falta ao orçamento comunitário entre 2008 e 2013. A discussão volta a surgir em plena presidência portuguesa da União Europeia e se o acordo não for conseguido nas próximas semanas, fontes citadas pela Lusa dizem recear que o problema tenha de ser resolvido pelos chefes do Estado e do Governo comunitários na cimeira de 13 e 14 de Dezembro.

Outra fonte, citada pela Lusa, diz que a chave do problema reside na Alemanha que quer assegurar contrapartidas industriais para o país.

fonte:Diário de Noticias

Segunda-feira, 12 Novembro, 2007 - Publicado por Ricardo André | ciência, noticias | , , , , , | No Comments Yet

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